![Morada FM — O governo do Amazonas decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias em razão dos impactos provocados pela estiagem severa no estado. A medida foi anunciada em 29 de outubro de 2026 e considera as dificuldades de deslocamento, transporte de pacientes e distribuição de medicamentos causadas pela redução do nível dos rios. Segundo informações, a seca atinge diretamente mais de 120 mil famílias que vivem em comunidades ribeirinhas. Em uma comunidade rural localizada em Manaus, aproximadamente 800 famílias já enfrentam os efeitos da estiagem. No Amazonas, os rios são importantes vias de transporte para moradores e para o […]](https://moradafm.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-29-at-10.24.57-300x179.webp)
O governo do Amazonas decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias em razão dos impactos provocados pela estiagem severa no estado. A medida foi anunciada em 29 de outubro de 2026 e considera as dificuldades de deslocamento, transporte de pacientes e distribuição de medicamentos causadas pela redução do nível dos rios.
Segundo informações, a seca atinge diretamente mais de 120 mil famílias que vivem em comunidades ribeirinhas. Em uma comunidade rural localizada em Manaus, aproximadamente 800 famílias já enfrentam os efeitos da estiagem.
No Amazonas, os rios são importantes vias de transporte para moradores e para o abastecimento de localidades do interior. Com a diminuição do volume de água e o surgimento de bancos de areia, a navegação fica mais difícil, prejudicando o deslocamento de pessoas e a chegada de suprimentos essenciais às comunidades.
A situação preocupa as autoridades de saúde porque as dificuldades logísticas podem comprometer o transporte de medicamentos, materiais hospitalares e pacientes que precisam de atendimento em unidades de saúde.
A medida busca organizar ações para manter a assistência à população durante o período de estiagem. Entre as prioridades estão o abastecimento de insumos essenciais e a continuidade dos serviços de saúde nas localidades com acesso prejudicado.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Amazonas1, o decreto estadual também prevê a organização de alternativas para o transporte de materiais médicos e o atendimento às comunidades isoladas. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas deverá coordenar as ações em conjunto com a Defesa Civil, os municípios e outros órgãos envolvidos.
O decreto considera ainda registros de acidentes fluviais nos municípios de Itamarati, Eirunepé e Borba, que provocaram perdas ou comprometeram cargas destinadas à assistência em saúde, incluindo medicamentos, materiais hospitalares e cilindros de oxigênio medicinal. Conforme informações publicadas pelo portal Amazonas1, boletim estadual divulgado em 27 de outubro apontou 46 municípios em situação de emergência por causa da estiagem, outros 12 em alerta e quatro em situação de atenção. O levantamento indicou que 124.887 famílias haviam sido afetadas pela seca.
A declaração de emergência em saúde pública terá validade de 180 dias, conforme o decreto estadual. O período permitirá organizar medidas para enfrentar as dificuldades provocadas pela estiagem e buscar alternativas para manter os serviços essenciais nas localidades atingidas.
Fonte: Portal Amazonas