![Morada FM — O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu que o ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Araújo Leite, será submetido a júri popular pela acusação de tentar matar a ex-mulher e o namorado dela. A decisão considera crimes como tentativa de feminicídio por motivo torpe, tentativa de homicídio, dano qualificado e outras acusações relacionadas ao caso. O ataque aconteceu em novembro de 2023, na cidade de Iporá, no oeste de Goiás. De acordo com a acusação apresentada no processo, Naçoitan foi até a casa onde a ex-mulher estava com o atual namorado durante a madrugada de 18 de novembro daquele ano, levando uma […]](https://moradafm.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ex-prefeito-de-ipora-vai-a-juri-popular-por-atirar-contra-a-ex-mulher-e-o-namorado-dela-video-mostra-ataque-fe81044ce9-300x300.webp)
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu que o ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Araújo Leite, será submetido a júri popular pela acusação de tentar matar a ex-mulher e o namorado dela. A decisão considera crimes como tentativa de feminicídio por motivo torpe, tentativa de homicídio, dano qualificado e outras acusações relacionadas ao caso.
O ataque aconteceu em novembro de 2023, na cidade de Iporá, no oeste de Goiás. De acordo com a acusação apresentada no processo, Naçoitan foi até a casa onde a ex-mulher estava com o atual namorado durante a madrugada de 18 de novembro daquele ano, levando uma arma de fogo.
Segundo as informações do processo, para entrar no imóvel, o então ex-prefeito teria derrubado o portão utilizando uma caminhonete. Depois, teria entrado na residência e efetuado disparos contra uma porta de vidro enquanto as vítimas estavam no quarto.
A denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) relata que Naçoitan teria gritado o nome da ex-mulher e desafiado o atual namorado dela. As vítimas teriam se escondido atrás de uma parede lateral, enquanto o homem segurava a porta com a perna para tentar impedir a entrada do acusado.
Ainda segundo o processo, sem conseguir abrir a porta, Naçoitan teria efetuado ao menos 13 disparos em direção à passagem. Parte dos tiros atravessou a estrutura e atingiu a cama onde o casal estava.
O ex-prefeito deixou o imóvel depois que ficou sem munição. Em depoimento, uma das vítimas relatou ter ouvido o acusado puxar o gatilho mesmo depois de as balas terem acabado. A vítima permaneceu no quarto até chamar a polícia e verificar, pelas câmeras acessadas pelo celular, que o homem havia deixado o local.
Na manhã seguinte, ao retornar para casa depois de prestar depoimento, a vítima percebeu que as câmeras de segurança não estavam funcionando. O processo aponta que o DVR, equipamento responsável pelo armazenamento das imagens, havia sido retirado e as gravações tinham sido perdidas.
Por causa disso, segundo a acusação, foi necessário solicitar as imagens de segurança a um vizinho. A retirada do equipamento também integra as acusações contra Naçoitan, que responde por fraude processual.
Além das acusações relacionadas ao ataque, o ex-prefeito responde por porte de arma de fogo de uso restrito e violência doméstica. Conforme o processo, o relacionamento entre Naçoitan e a vítima durou 7 anos e terminou em setembro de 2023, cerca de dois meses antes do ataque.
O Ministério Público de Goiás sustenta que o crime teria sido motivado pelo sentimento de posse em relação à ex-mulher e pela não aceitação do fim do relacionamento e do novo relacionamento da vítima.
Naçoitan se entregou à polícia cinco dias depois do ataque, quando foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra ele. Atualmente, segundo dados do TJ-GO, o ex-prefeito responde ao processo em liberdade.
A decisão também registra que o Ministério Público pede que, além da realização do júri popular, seja estabelecida uma indenização mínima de R$ 150 mil para cada uma das vítimas.
As informações desta reportagem são do portal G1, com base na decisão do Tribunal de Justiça de Goiás e nos autos do processo.